Apple anuncia iPad mini e toma algumas decisões perigosas

Com a nova atualização na linha de iPads a Apple conseguiu confundir e irritar muita gente.

, por Vinícius Ribeiro

Apple anuncia iPad mini e toma algumas decisões perigosas

Com a nova atualização na linha de iPads a Apple conseguiu confundir e irritar muita gente.

, por Vinícius Ribeiro

Hoje, a Apple realizou um evento no California Center em San Jose, nos EUA. Algumas novidades foram anunciadas e alguns riscos foram tomados pela empresa. Como de costume, o evento começou com uma enxurrada de números que apontam vendas elevadas de iPads, iPods e iPhones e os agradecimentos aos consumidores que ajudam a empresa a alcançar essas marcas.

Logo no início, foi anunciado o novo MacBook Pro Retina Display de 13 polegadas. A versão menor do notebook que elevou o topo da qualidade de telas de computadores, antes só disponível na versão de 15 polegadas, chega mais fina e mais leve: 1,9 cm de espessura e 1,59 kg, com resolução total de 2560×1600 pixels, 4 vezes maior que a versão “não retina”. Pensando no futuro, o drive óptico foi dispensado. O modelo mais básico chega com preço sugerido de R$ 6.999,00 na loja online da Apple aqui no Brasil.

Também fomos apresentados ao novo Mac Mini, que não teve alteração significativa em seu design mas teve uma pequena atualização de hardware. O novo preço do modelo básico aqui no Brasil deu um pulo de R$ 1.799,00 para R$ 2.499,00. E, logo depois, o novo iMac deu as caras, com um design 80% mais fino e eliminando também qualquer rastro de drive óptico, só ficou faltando uma tela Retina para completar a festa, mas talvez ainda não seja possível produzir telas Retina de 21 e 27 polegadas a preços acessíveis para o público – “acessível” dentro do contexto Apple. O iMac de 21,5 polegadas remodelado chega por, pelo menos R$ 6.199 no Brasil e o maior, de 27 polegadas, vai tirar pelo menos R$ 8.499 do seu bolso. Ai. Ambos ficam disponíveis em novembro.

Pra fechar a festa, chegou a hora de falar de iPad. Como já era esperado, depois de falar sobre o sucesso comercial do aparelho e de seus diferentes usos no meio corporativo e em escolas, a Apple apresentou o iPad mini. A versão compacta do tablet chega com 7,9 polegadas de tela com a mesma resolução do iPad 2 (1024×768 pixels), o que não o caracteriza como Retina. Entretanto, todos os apps existentes hoje poderão rodar no novo modelo sem nenhum reajuste. O pequenino é bem fino e leve e tem um design que divide muitas características com o iPhone 5 e o novo iPod Touch, a configuração é muito parecida com a existente no iPad 2, com algumas melhorias na câmera. Ele chega nas cores preta e branca em 34 países que, pra variar, não incluem o Brasil, custando US$ 329 pela versão básica. Espere preços altos no mercado nacional.

E aí, pra confundir e irritar muita gente, a Apple resolveu anunciar a quarta geração de iPads, que não foi nomeada no evento. Com apenas alguns meses passados desde o lançamento do – à época – novo iPad, chega a 4ª geração do tablet da maçã trazendo apenas melhorias incrementais: um processador melhor, igual ao do iPhone 5 e o conector Lightning, introduzido no evento anterior. Com isso, o iPad de 3ª geração – o primeiro com tela Retina – cai no esquecimento da empresa e não será mais vendido oficialmente. Nas prateleiras, encontraremos os modelos anunciados hoje e o iPad 2, como linha de entrada.

O que podemos esperar pra março do ano que vem, período em que a atualização da linha de iPads sempre vinha ocorrendo? É um mistério. E com os passos tomados hoje a Apple deixou todo mundo mais confuso, ampliando a quantidade de produtos que oferece ao consumidor, com nomenclaturas confusas e tirando de linha um produto lançado há apenas alguns meses. É esperar pra ver.

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